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Em
meados dos anos 80, algumas pessoas reuniam-se na Paróquia
N.Sra. Achiropita, sob o nome de "Grupo da Amizade".
Em 1988, ano em que a CNBB (Conferência Nacional dos
Bispos do Brasil) escolheu o negro como o tema da campanha da fraternidade,
padre Toninho celebrou a primeira missa inculturada*
da Igreja Nossa Senhora da Achiropita.
Surgia aí a Pastoral Afro Achiropita (Grupo Arazambi).
Liderado
pelo então pároco Antônio Aparecido da Silva- Padre
Toninho- (*1948 †2009) o grupo tinha como objetivo contribuir
na organização das comemorações do centenário
da Libertação dos Escravos no Brasil.
Hoje, por meio de celebrações religiosas e diversas atividades
culturais, a pastoral busca resgatar e valorizar as raízes do
povo afro-brasileiro, bem como recuperar sua dignidade. Atualmente a
grupo é composto por
aproximadamente 20 membros, liderados pela seguinte
Equipe de
Coordenação:Maria Cândida, Valéria, Cida
Godoy e Eunice.
Ao longo desses quase 22 anos de atividades, nossa Pastoral
tem cumprido a sua missão e contribuído para a riqueza e a diversificação
das celebrações e na vida. Um forte indicador de seu êxito é o
fato de sua atuação estar se tornando alvo de interesse
de estudantes e pesquisadores.
Um dos melhores registros do nosso trabalho figura nas
páginas
do livro
"Axé, madona Achiropita! – Presença da cultura afro-brasileira
nas celebrações da Igreja Nossa Senhora Achiropita", pela
jornalista Rosângela Borges, publicado pela Editora Pulsar, em setembro
de 2001.
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